A carta d’A Estrela fala de esperança. Ela nos coloca em contato com nossa parte que resiste apesar do cansaço, da perda e da frustração, e consegue sustentar um sentido de significado e de futuro que pode se desdobrar das dificuldades passadas.
Não é sobre planos e convicções, mas algo mais intuitivo, mais íntimo e mais vibrante do que isso. Não dissipa totalmente as sombras, não faz promessas idealistas e impraticáveis ou expectativas planejáveis, mas brilha e vibra como uma energia que, só de estar ali, já materializa a esperança – não derrota os males e medos, mas oferece fé.
Está ligada a algo muito profundo em nós, algo da ordem da vontade de vida, que resgata nosso sentido de significado, ainda que de maneira furtiva.
Ela não aparece por um ato de vontade, mas como uma força que guardamos dentro e se revela quando necessário, ainda que diante de muitas adversidades, e tem o poder de transformar radicalmente a forma como respondemos às dificuldades.
