Escritora, oraculista e criadora do Círculo de Yala, me dedico aos mistérios, ao feminino e à ancestralidade como fonte principal das minhas criações. Eu orbito em torno destes temas e sou profundamente apaixonada por eles. Sou cria de Minas com Bahia, e isso diz muito sobre mim. Sou neta de duas filhas de Iansã, e isso também diz muito sobre mim. Sou mãe de uma criança de 4 anos, 2 livros de poemas, 5 oráculos que exaltam nossa terra ancestral e 1 romance em processo de criação. Por enquanto.
Fui uma criança mística obcecada por pirâmides, escavações, o povo cigano e o céu. Queria ser arqueóloga e astrônoma, e entendi isso muito muito cedo. Meu amor pelo mistério, minha absoluta inabilidade com números, minha obsessão pelo que minha mãe chamava de "velharia" e minha devoção às palavras se juntaram numa curva de rio que me levou por uma outra versão daqueles caminhos que eu desejava quando criança: acabei me tornando astróloga tradicional pelas estrelas, escavadora de ancestralidades — as minhas pessoais e obviamente as coletivas, como se nota — pelas pirâmides (simbólicas), e quanto ao povo cigano, bom… só posso dizer que minhas primeiras visões do que viria a ser o Tarô de Yala foram visões mediúnicas. Meu amor pelo mistério se revelou, na verdade, um amor pelo Mistério. E, sim, também pelo desconhecido: porque sem ele nada se cria. E a criação é minha guia na vida.
Atualmente me dedico ao Círculo de Yala e a um percurso chamado Travessia-Pulso, ou simplesmente Travessia, no qual conduzo mulheres no processo de criarem intimidade com o próprio universo simbólico, ou seja, com sua singularidade mais profunda. Neste percurso, mobilizamos saberes de astrologia, tarô, análise de sonhos e escrita expressiva para abrirmos juntas um caminho de contato profundo consigo mesma, de modo a construir uma ferramenta preciosa para se orientar na vida, na sua própria caminhada. Meu desejo é transmitir para as mulheres essa ferramenta de intimidade com as próprias profundezas e, assim, expandir e intensificar a experiência de mulheres selvagens, que sabem se mover pelo faro com segurança. Dá pra saber mais sobre a Travessia clicando aqui.


